MEMÓRIA
É interessante como a casa
reflete a identidade de quem nela mora: seus móveis, seus cheiros, seus sons,
cada canto está pleno de presença. Desde minha infância frequentei a casa de
meus tios Jayme e Lela. Muitas férias passei
brincando na calçada com meus cinco primos ou saboreando as sopas e angus de
Aiá na ceia dos finais de tarde. Aprendi a dançar valsa com meu tio, que era um
ótimo dançarino., baiano de boa conversa, muitas histórias de caçadas na mata,
onde viu muitas espécies de animais, até uma cobra sucuri que engoliu um
companheiro de caçada. Agora, com a partida de minha tia há sete anos e
recentemente, de meu tio, a casa está triste, quieta, silenciosa; nela ficou
Aiá que ainda faz questão de cozinhar para meus primos que a visitam
diariamente, com a atenção de quem nela vê a segunda mãe. Me dói entrar na
casa, agora, plena de ausência e lembranças. Mas é importante enfrentarmos a
perda, o luto pelos entes queridos e continuar dando atenção a quem fica
conosco.
Saudade dói, mas é sinal de que houve coisas boas, e isso é o que importa.
ResponderExcluirTexto lindo, Zina!
Bjs
Obrigada prima! As bosas lembranças nos confortam e dão força! Bjo
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