quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

DESEJO


DESEJO

OLINDA MENINA
SÓ QUANDO TE VEJO
PASSA MEU DESEJO
 DE CONTIGO ESTAR
OLINDA MENINA
RUA DO AMPARO
BODEGA DO VÉIO
VOU TE NAMORAR!

OLINDA MULHER
QUANDO VOCÊ QUISER
NA LADEIRA DA SÉ
VOU TE ABRAÇAR!
OLINDA MULHER
DOS SINOS QUE TOCAM
NAS IGREJAS ANTIGAS
LADEIRAS DE PEDRA
QUERO TE ENCONTRAR!

OLINDA MULHER
DE LINDOS CABELOS
PALHAS DE COQUEIRO
NAS ONDAS DO MAR
A LUZ DO LUAR
NA AREIA DA PRAIA
EU VOU TE AMAR!!

sexta-feira, 21 de setembro de 2012


FELINO

O gato se espicha preguiçosamente
Mas não sai do lugar ainda
Prefere continuar seu sono
De uma paz duradoura
Nem a luz do sol que brilha na vidraça
Provoca algum movimento
Neste que é e apenas quer ser gato
Na sua translúcida essência
Bem acomodado em suas patas
Felinamente livre!
Mas eis que o vento faz rolar uma folha seca
Tão próxima que sua natureza de gato desperta
A alma de caçador que ali dormia
E sai a caçar agilmente!

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

ESPERA


Seca a lágrima, seca o riso
O sertanejo apenas espera
Pois só lhe resta a esperança
E a fé na chuva que vem
Por graça de Deus...

Solo seco, sol brilhante,
Terra enrugada como o rosto de um velho
Pois assim ela ficou, estéril, envelhecida
Com galhos rotos onde a morte circunda
Nas ossadas dos bois, das cabras
De bichos famintos e secos pela falta
Da preciosa água

O sertanejo reúne a família
Junta sua pobreza em uma trouxa
Parte dali buscando vida mais amena
Com olhos secos, sem lágrimas
Vendo pela última vez
Sua terra amada e sofrida
Como seu coração!

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

ONDE ESTÁ A FELICIDADE



Onde está a felicidade


        Era uma cabana singela, mas com um grande jardim, perfumado pelas flores de angélicas e pelo odor inesquecível de dois pés de jasmim, plantados um em cada lado do portão. À noite, o perfume dos jasmins se espalhava no ar, contagiando aos que passavam e não resistiam em apanhar  uma flor para prolongar aquela sensação boa de odores.
          A menina que ali residia brincava à tarde no jardim: de vez em quando chegava ao portão, na ansiedade de comprar amendoins, cujo vendedor passava religiosamente todas as tardes naquela rua. Carregava dois balaios cheios de pacotinhos cor de rosa com amendoins torrados e cozidos, fazendo a alegria da meninada! A menina olhava curiosa através do portão, fazendo seus olhinhos passearem pela rua, segurando nas mãos as moedas, na ansiedade de se fartar com aqueles grãos tão saborosos!
          Um dia, eis que surge um velhinho, preto como a noite, cabelos de algodão, chapéu surrado. Ele para na frente do portão e apanha as flores de jasmim caídas ao chão.
          A menina observa e pergunta:
- Vô, por que você apanha essas florzinhas?
O velho sorri, achando graça da curiosidade da pequena:
-  Fia, eu ajunto tudo e faço um perfume muito cheiroso, deixando o jasmim por alguns dias no álcool. Serve até prá curar dor de cabeça e na espinha...
- Se o senhor gosta tanto de jasmim, vou lhe chamar de Pai Jasmim!
          O velho deu uma risada, mostrando os dentes brancos e se sentiu feliz com o novo apelido inventado pela imaginação daquela criança!
          Sempre pensei que nas coisas simples e puras da vida mora a felicidade. Vivemos em busca de uma felicidade distante de nós achando que ela reside no desejo que não foi realizado. Mas a felicidade está sempre nos rondando, à espreita, esperando nossa descoberta nas coisas simples de nosso dia a dia!
          E com a complexidade própria do ser humano, nos sentimos infelizes sem saber como desvendar o véu e descobrir que essa deusa que se chama felicidade está ao nosso lado e não conseguimos enxerga-la!

segunda-feira, 30 de julho de 2012

MATEUS


MATEUS


MATEUS TEM LINDOS OLHOS
A PESQUISAR O MUNDO
NUMA CURIOSIDADE SEM FIM
TANTA COISA A APRENDER
NESSA IDADE TÃO PEQUENA!
CHEGA DEVAGAR,
NA MEDIDA DE SUA TIMIDEZ
MOSTRA O BRINQUEDO
ESTENDENDO AS MÃOZINHAS
NUM MUDO CONVITE
À BRINCADEIRA
LOGO, LOGO TODA A SALA
SE ENCHE DE ALEGRIA
COM MATEUS A SORRIR
PURA POESIA!

sábado, 21 de julho de 2012

ZÉ DOIDINHO

ZÉ DOIDINHO


 Olinda é uma cidade onde o antigo e o moderno coexistem,  não só na sua arquitetura, mas nos hábitos e costumes de seus moradores. Entre esses hábitos ainda há aquele jeito das pessoas simples do interior, de colocarem suas cadeiras na calçada para uma prosa. Esse costume ocorre  mais na cidade alta, onde as casas históricas e seus moradores, muitos já bem antigos, preservam mais as tradições. Também existe a torcida por esta ou aquela agremiação carnavalesca, onde a antiga competição dos admiradores da Troça Pitombeiras dos Quatro Cantos e Elefantes de Olinda, deu origem a muitas brigas de vizinhos em época de carnaval, o que hoje acontece de forma mais tranqüila na curtição apenas da alegria do carnaval.
Dentre essas tradições, não pudemos deixar de citar as figuras populares da cidade, como O Lorde, um senhor que sempre saia fantasiado de fraque, cartola e guarda-chuva aberto, percorrendo as ruas atrás das troças de frevo, Tonha Preta e Diamantina, homossexuais que, há quarenta anos atrás eram um acontecimento, mas que eram vistos, apesar da discriminação, com um certo respeito pelo povo. Diamantina era um negro alto, muito bonito e forte, que enfrentava a polícia com toda coragem para não ser preso. Tonha Preta era um negro franzino, calmo e cozinhava como ninguém! Ainda lembro das passas de caju que ele fazia e vendia nas portas das casas e que minha mãe sempre comprava para meu deleite!
Mas a figura que para mim traz mais lembranças é o Zé Doidinho! Nunca soube o nome dele, mas lembro que meu pai sempre conversava com ele e lhe dava umas moedas. Zé Doidinho se sentava na porta da Igreja de São Francisco e pedia uma moedinha às pessoas que saiam da igreja ao final da missa. Ele gostava de cantar a mesma cantiga: “Eu sou da banda do Liceu/ Toda morena só gosta de eu!” ou então, se alguém pedisse a ele prá chorar, ele enchia os olhos de lágrima e chorava de verdade! Eu ficava observando aquele homem, tão reduzido a sua inferioridade e conformismo com sua condição, ao mesmo tempo com uma aura de pureza e infantilidade, e sentia muita pena!  Até hoje não sei o seu destino, como morreu e como foi socorrido pelas pessoas, mas seu olhar ingênuo e triste me ficaram na memória!

sábado, 30 de junho de 2012

INFÂNCIA


Neste instante, me vejo criança, pulando corda, olhando a corda girar e ensaiar a entrada neste movimento, me envolvendo no compasso desse giro, pulando no momento exato para não errar e sair da brincadeira! E toda essa agitação findava com o chamado de minha mãe para dormir: após um copo de leite, a cama suportava meu último pulo, meu rendimento ao cansaço das brincadeiras.
Recordo bem de Totonha, bem velhinha, o rosto tão enrugado que eu examinava curiosa,  perguntando o porquê de tantas marcas naquele rosto. E ela respondia, minha fia, isso é o tempo. Ele não espera,  só corre como o vento e um dia a gente vê que ficou véio!
E eu já pedia as bolachas americanas, com aquele sabor crocante, torradinhas, que eu comia repetidas vezes! E Totonha ali ficava rindo de minha gulodice e fiando aqueles lindos bicos de renda numa grande almofada cheia de alfinetes! Eu tentei aprender, mas não levava jeito prá contar os pontos, me dava um sono danado e logo desistia, me despedindo e correndo para procurar aquelas lagartixas verdes chamadas calangos, no jardim de meu avô. Meu primo com o estilingue, perseguia  as coitadas até acertar uma com aquela arma de menino! Eu reclamava, mas ele ficava rindo e saía correndo pra mostrar ao meu avô o bichinho quase morto!
À noite, meu avô andava pela casa, arrastando os chinelos e rezando baixinho enquanto ia fechando todos os janelões daquele casarão. E eu me deitava naqueles lençóis de linho, engomados com ferro de brasa que deixava neles um cheiro leve de carvão queimado. A casa toda se rendia àqueles sons peculiares: o arrastar dos chinelos de meu avô, seu sussurro na oração, o barulho  dos janelões fechando  e o velho relógio de carrilhão marcando nove horas da noite!
De madrugada, antes do sol nascer, todos se acordavam, comiam uma fruta e iam para a praia: meu avô, minha avó, a empregada Maria, eu e meu primo Vadinho. Era uma aventura sair no escuro e ver o sol nascer na praia, um espetáculo de luzes vermelhas e alaranjadas no céu! Esse banho de mar renovava nossas energias de criança e logo após o café da manhã, íamos em busca das brincadeiras naquele imenso jardim e quintal! Meu avô, homem do interior, amava mexer na terra, plantando flores e legumes usados no preparo dos alimentos.
Como dizia Totonha, em sua sabedoria de gente do interior, o tempo não espera, só corre como vento!

quinta-feira, 7 de junho de 2012

O TEMPO

O TEMPO

NA CORRIDA DO TEMPO
NA CORRIDA DAS HORAS
DEIXEI DE CONTAR O TEMPO
O PRESENTE FOI EMBORA

NOS PONTEIROS DO RELÓGIO
MEU TEMPO FICOU PRÁ TRÁS
O HOJE JÁ NÃO EXISTE
O QUE ERA JÁ NÃO É MAIS

NA VIDA O TEMPO PASSA
VOANDO MAIS QUE O VENTO
NO CONTAR DOS MINUTOS
VOA ATÉ O PENSAMENTO

TODOS CORREM APRESSADOS
NA CORRIDA CONTRA O TEMPO
UNS FICAM , SÃO ATROPELADOS
NO DESAMOR DO MOMENTO

CORRI TANTO CONTRA O TEMPO
ESTOU A DESACELERAR
SE CORRO TANTO NEM SEI
AONDE QUERO CHEGAR!


quinta-feira, 24 de maio de 2012

SAMUEL


SAMUEL

CACHINHOS DOURADOS

ROSTO NO PORTÃO ENCOSTADO

OLHINHOS ESPERTOS

CHAMANDO AO PORTÃO:

VOVÓ, JÁ “CEGUEI”!

A CASA SE ILUMINA

SE TORCE E RETORCE

COM TANTA ENERGIA

SORRISO INOCENTE

CHEIO DE ALEGRIA!

VOVÓ, TEM BISCOITO?

Ô MENINO GULOSO!

LEVADO E DENGOSO

CONTA UMA HISTÓRIA, VOVÓ!

AQUELA DOS TRES PORQUINHOS!

CORRENDO CONTENTE

SE DESPEDE DA GENTE

E A CASA, VAZIA

DE SUA ALEGRIA!!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

ESPELHO






REFLEXO DE MINHA’ALMA
REFLEXO DO TEMPO
NA IMAGEM REFLETIDA
MARCAS DA VIDA
MUDANÇAS OCORRIDAS
IMAGENS DO PASSADO,
PRESENTE INACABADO:
INFÂNCIA, FANTASIAS
BRINCADEIRAS, ALEGRIA
:JUVENTUDE, SONHOS,
ANSEIOS,  DEVANEIOS,
MATURIDADE, RESPONSABILIDADE,
AFETO, POESIA,
NA BUSCA DA ALEGRIA
NO ESPELHO A VERDADE
DE NOSSA REAL IDADE
NAS RUGAS QUE ESTÃO POR VIR
REFLEXO DE MIM!


sexta-feira, 18 de maio de 2012

CORPOS EM FLOR

Abraço: força de um laço

Corpos unidos em um só compasso

Amor manifesto

num gesto

Amizade viva,

 energia ativa

Troca, doação,

força, emoção

Carinho, devoção,

Cura doenças,

devolve a crença

Na força do amor,

Corpos em  flor

Em um só abraço!

quinta-feira, 17 de maio de 2012


Olinda, minha cidade!

Encanto da natureza

de infinita beleza

praias, coqueiros e luz

sobrados, igrejas, ladeiras,

história que nos seduz

artesãos, pintores, cantores, 

espalham  arte em toda parte

imponente, majestosa

de uma beleza infinda

és sempre maravilhosa



minha cidade: Olinda!


CHEIRO DE PITANGA


CHEIRO DE PITANGA
Ana Rosina Raposo Rodrigues


      Se tem um perfume especial que me transporta à infância é o cheiro de pitangas. Após meus sete anos, meus pais se mudaram para uma casa que ficava em uma ladeira de frente para a igreja de São Francisco em Olinda. A casa, bem típica das moradias daquelas paragens, era bem singela, pequena e acolhedora. De lá eu avistava o Cruzeiro, uma enorme cruz de concreto no centro de uma pequena escadaria da qual o povo contava histórias de assombração.
     Na lateral da casa, uma ladeira com muitos pés de pitanga e de palma, um tipo de cacto que cresce no interior e que serve de alimento para o gado. Eu, menina de pés descalços, explorava aquela pequena floresta em busca das pitangas tiradas direto do pé, de onde se espalhava no ar aquele perfume que ficou em minha memória. Levava sempre uma faquinha para cortar pedaços da palma e tirar de dentro uma espécie de geléia transformada em papa para servir às bonecas.
    Certa vez, duas lagartixas passaram por mim numa enorme correria e uma delas chegou a subir nas minhas pernas. Imaginem os gritos que dei assustada com aqueles monstros parecidos com um jacaré!
    À tarde ia sempre na casa de Dona Zezé comprar cocada bem pretinha que eu comia com aquela gula de doces própria das crianças. Sentava na calçada para o jogo das pedrinhas, seixos lisos encontrados na rua sem calçamento.
   Ao cair da tarde, ficava em frente da casa, banho tomado, roupas limpas pelo zelo de minha mãe, esperando a passagem dos frades franciscanos que passavam por ali com freqüência, não sem antes ouvir de mim: _ Bença padre, me dá um santinho!
    O frade tirava do bolso da batina aquele santinho de papel que ia para a minha coleção e lá ia eu subindo a ladeira na maior alegria!
  Às dezoito horas o sino da igreja tocava e eu ficava na janela observando aquele momento de paz, onde a natureza mostrava toda a beleza da chegada da noite.
   Era um momento mágico, onde os pássaros voavam em busca de abrigo e onde o silêncio se fazia após o toque do sino da igreja, as folhas das árvores se encolhiam e pairava no ar todo aquele recolhimento! Era neste instante que eu sentia uma felicidade genuína, simples como aquela casa em que eu vivia, me deixando saudades ao lembrar desse momento, saudades do cheiro de pitanga!

quarta-feira, 16 de maio de 2012

SOLIDÃO


Noite  escura, vento a assobiar prenunciando tempestade. A lua amedrontada se escondeu por trás das densas nuvens. Olho pela janela a rua deserta e fria. Diviso no relfexo da vidraça meu rosto marcado pela trajetória de minha vida: revejo, como numa reprise de um filme, todos os momentos vivenciados, com muitas lições das quais eu, aluno jovem e curioso,  tive que aprender. Lições que, por ironia do destino, resultaram de um aprendizado através da dor; sim, porque as decepções e quedas são as garras do destino a nos impulsionar a adquirir alguma sabedoria. Episódios de alegria e tristeza ressurgem na tela de minha memória: em um segundo cá estou, menino de calças curtas, atendendo ao chamado de minha mãe, nas badaladas do meio-dia, a me despedir de meu pai em seu leito de morte, aonde chego amedrontado, me aproximando devagar para lhe pedir a última benção. E ele partiu naquele mesmo dia!
Minha mãe,  viúva muito jovem, atendeu ao convite de meu avô Basílio, pai de meu pai, para morar com ele e a esposa na Rua Duarte Coelho: me vejo então correndo, bolsos cheios de bolas de gude, olhos ávidos a procurar um companheiro para disputar uma partida. Empinar pipas coloridas, brincar de amarelinha ou pular corda, eram os folguedos de infância que me ajudavam a dispersar as energias de criança, além da travessuras com os meninos novatos na vizinhança: havia uma brincadeira que consistia em correr com um cabo de vassoura com a ponta suja de lama e o garoto teria que alcançar e segurar, sem saber que sairia com as mãos sujas e suportando as minhas risadas e a de meus irmãos!
Em outro segundo me vejo em plena adolescência, estudando em colégio interno,  ainda morando na casa de meu avô Basílio, avô amado e temido por sua extrema rigidez na educação dos netos, cujo olhar já nos transmitia a hora de sair da sala para não ouvir a conversa dos adultos. Lembro do som de suas pisadas no assoalho de madeira da velha casa, que nos fazia esconder rapidamente o cigarro recém-aceso. A casa de meu avô, austera e convencional como o seu dono, aonde às refeições só era permitido o som do tilintar dos talheres à mesa.
Minhas férias do colégio eram apenas uma mudança de uma austeridade para outra, com o acréscimo de alguma liberdade de sair à rua com a hora rigidamente marcada para voltar: ai de mim e meus irmãos se não estivéssemos em casa às nove horas!  Meu avô já aguardava na porta, chibata na mão e gritos de reclamação que muito faziam a minha mãe sofrer nesses momentos! Foi um período de muito aprendizado na vida, onde nos fortalecemos com a vontade de começar a trabalhar e ter uma independência financeira que nos permitisse morar com minha mãe e irmãos em nossa própria casa.
Olho novamente minha imagem na vidraça e vejo o que restou: alguém que mantém o bom humor mesmo diante de tempestades na vida, alguém cujas vitórias e fracassos foram sempre um estímulo para seguir adiante, buscando forças internas que me impulsionavam à superar os obstáculos. E a solidão que me invade alma neste momento é apenas a companheira necessária e dileta de alguém que não gosta de estar só, mas que, contraditoriamente se sente bem com a solidão!
Apago o cigarro, busco meu violão e deixo seus acordes me despertarem para o presente, com a sensação de momentos bem viividos e do dever cumprido nestes cinquenta e cinco anos!

Ao meu querido pai Reginaldo, cuja vida foi para mim precioso aprendizado e exemplo de um pai afetuoso e amigo!