terça-feira, 20 de maio de 2014

MORTE LENTA



Era um cigarro deixado no cinzeiro
Quase inteiro
Consumido lentamente
Pelo fogo, fumaça e cinzas

Era um cigarro deixado no cinzeiro
Quase inteiro
Quem o fumou tão brevemente?
Quem o abandonou tão sutilmente?
Condenando-o a morrer tão lentamente?

Era um cigarro deixado no cinzeiro
Quase inteiro
Numa aura de mistério
Espalhando no ar seu cheiro
Morrendo aos poucos...

Mas era apenas um cigarro
Deixado no cinzeiro
Sorvendo sua própria chama
Sumindo lentamente

Solitariamente 


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