domingo, 2 de junho de 2013

BORBOLETAS

 Olhando as pequenas árvores do jardim de meus vizinhos, tive uma boa surpresa: borboletas esvoaçando em torno das árvores, borboletas miudinhas, onde percebi duas espécies diferentes. Há uns trinta anos atrás, eu me encantava com as borboletas no jardim de meu avô. O jardim de sua casa era grande, com dálias, cajado de São José, lírios e jasmins. As borboletas chegavam na sua faina diária, esvoaçando numa dança ritmada, de cores e desenhos variados em suas asas, o que me deixava ocupada em observá-las.
        Havia de todos os tamanhos, muitas espécies.
Na minha ignorância de criança, tentava apanhá-las quando juntavam as asas e meu avô dizia:
 - Cuidado com o pelo das asas dela, pode até cegar!
 Eu a libertava de minhas mãos e voltava a admirá-las em seu lindo voo. Aprendi com elas que aquele feio casulo pendurado nas folhas, seria um dia uma maravilhosa borboleta! Acompanhava curiosa o seu desenvolvimento, até o dia em que se libertavam daquela prisão e partiam voando para sua liberdade!                            
 Hoje vejo retornarem, após longos anos sem vê-las, a não ser quando em viagem pelo interior. Voltaram miudinhas, não sei se por serem novas ou por mutações provocadas pela poluição das cidades. De qualquer modo, me deixaram feliz por ver essa renovação constante da natureza na luta contra a destruição humana. 


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