BORBOLETAS
Olhando as pequenas árvores do jardim de meus
vizinhos, tive uma boa surpresa: borboletas esvoaçando em torno das árvores,
borboletas miudinhas, onde percebi duas espécies diferentes. Há uns trinta anos
atrás, eu me encantava com as borboletas no jardim
de meu avô. O jardim de sua casa era grande, com dálias, cajado de São José,
lírios e jasmins. As borboletas chegavam na sua faina diária, esvoaçando numa
dança ritmada, de cores e desenhos variados em suas asas, o que me deixava
ocupada em observá-las.
Havia
de todos os tamanhos, muitas espécies.
Na minha ignorância de criança, tentava apanhá-las quando juntavam as asas e meu avô dizia:
Na minha ignorância de criança, tentava apanhá-las quando juntavam as asas e meu avô dizia:
-
Cuidado com o pelo das asas dela, pode até cegar!
Eu a
libertava de minhas mãos e voltava a admirá-las em seu lindo voo. Aprendi com
elas que aquele feio casulo pendurado nas folhas, seria um dia uma maravilhosa
borboleta! Acompanhava curiosa o seu desenvolvimento, até o dia em que se
libertavam daquela prisão e partiam voando para sua liberdade!
Hoje
vejo retornarem, após longos anos sem vê-las, a não ser quando em viagem pelo
interior. Voltaram miudinhas, não sei se por serem novas ou por mutações
provocadas pela poluição das cidades. De qualquer modo, me deixaram feliz por
ver essa renovação constante da natureza na luta contra a destruição humana.


Que lindo, prima!
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